quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Novena em Louvor a Nossa Senhora da Assunção

Com o tema geral: Maria a Primeira Catequista, teve início no dia 07/9/09, o primeiro dia da Novena de Nossa Senhora da Assunção, com o Santuário de Santo Antonio do Valongo, como responsável pelo andamento da Missa, que foi presidida pelo Frei André Becker.
O tema do 1º dia da Novena, trouxe o Anjo Gabriel visitando Maria para fazer o anúncio de sua gravidez pelo Espírito Santo.
Maria mostra-se amedrontada, mas o anjo lhe acalma dizendo que Deus está com ela. e que nada tem a a temer, pois de seu ventre nascerá o Salvador da Humanidade.


































































segunda-feira, 10 de agosto de 2009


2º Dia da Novena de Nossa Senhora da Assunção, coordenada pelas zeladoras das Capelinhas e celebrada pelo Padre Roque (Eniroque), introdutor das Capelinhas na Paróquia.


Á esquerda Padre Roque sendo presenteado com um livro.













quarta-feira, 22 de julho de 2009

Encerramento da Semana Missionária

No sábado 18/07/09, houve o encerramento da Semana Missionária, com Missa realizada na Escola Estadual João Octávio dos Santos no Morro do São Bento.
A seguir, algumas fotos do evento.

No final, já no Salão Paroquial, Pizza e Vinho, para encerrar a comemoração.



























































































quinta-feira, 16 de julho de 2009

MISSA NA BICA DE SÃO BENTO

Na noite de 14 de julho de 2009 foi realizada missa na Fonte de São Bento, conhecida pelos moradores como Bica de São Bento.
O evento é uma iniciativa da comunidade da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, que procura trazer a Igreja para perto do povo, e faz parte da 3ª Semana Missionária iniciada no dia 12/07/09, onde em outros locais como Capela de São José Operário 13/07- Vila São Bento 15/07 - Sopé da Escadaria do Monte Serrat 16/07 - Fundação Paulo Gomes Barbosa 17/07 foram agraciados com visitas e missas.
Com cânticos na voz de Adalberto e Cristiane, e coro da população presente, a missa realizada pelo Frei João, Frei Miro e Frei Ulisses transcorreu em clima de muita alegria. Uma garoinha suave, molhava a todos, como que abençoando aquele ato.
A seguir, fotos (ainda que meio escuras) da realização da missa.




























segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tríduo em louvor a São Bento Abade - Padroeiro da Europa




Nos dias 08, 09 e 10 de julho, foi realizado o Tríduo em Louvor de São Bento Abade, padroeiro da Europa.
São Bento de Núrcia, nascido Benedetto da Norcia em 480, foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi criador também da "Regra de São Bento", um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica existentes e inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Foi designado santo padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). É comemorado a 11 de julho.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

MISSA DO MIGRANTE

Brasil: Um País de Migrantes
A história do povo brasileiro é uma história de migrações, da busca contínua pela conquista da sobrevivência. As migrações não ocorreram ou ocorrem por causa de guerras, mas pela inconstância dos ciclos econômicos e de uma economia planejada independentemente das necessidades da população. A Igreja procurou peregrinar com o seu povo, mas nem sempre conseguiu, quer por falta de quadros, quer pelas limitações de visão pastoral.
O POVO É VÍTIMA
A economia brasileira teve como maior fundamento a surpresa e o não-planejamento. O povo correu atrás da economia e esta não o levou em conta, a não ser como mão-de-obra. O primeiro ciclo foi o do pau-brasil, e os índios acabaram escravos. Veio o ciclo da cana-de-açúcar e, além do índio, escravizou-se o negro africano. Seguiu o ciclo do ouro e das pedras preciosas, e milhares de brancos pobres, índios e negros padeceram nas jazidas. Com a chegada do ciclo do café, achou-se melhor mandar embora o negro e trazer para as fazendas mão-de-obra barata da Europa e do nordeste.
O ciclo da borracha atraiu para a Amazônia os nordestinos fugidos da seca e da miséria. Finalmente, o ciclo industrial fez com que os camponeses migrassem para a cidade.
Assistiu-se, dessa forma, à corrida dos trabalhadores para as regiões que prometiam fartura e sossego, mas encontraram somente a exploração barata e rigorosa de sua força.
UM POVO DESENRAIZADO
Segundo estudos de José O. Beozzo, em 1980, 40 milhões de brasileiros viviam num município diferente de onde tinham nascido. E isso sem contar as transferências dentro de uma mesma municipalidade: da roça para a cidade e de uma roça para outra. Isso daria quase o dobro de migrantes.
Os números são frios e escondem uma realidade bem mais dura: o migrante é aquele que perde sua raiz, seu chão natal, o contato com os parentes, os amigos, sua igreja, suas festas...
ÍNDIOS E NEGROS
Os povos indígenas foram os primeiros brasileiros forçados à migração. Levados à força para o trabalho agrícola, foram privados de seu chão. Os índios que não fugiram para o interior, foram escravizados para plantar na terra que há pouco era sua.
Os bandeirantes são o maior símbolo do extermínio e escravização desses povos. Os imigrantes europeus, que receberam no Sul terras supostamente vazias, pois índio não era considerado gente, também combateram os indígenas.
A migração indígena continua, tanto pela invasão dos garimpeiros, como pela expansão da agro-indústria. Hoje se fixam nas beiras de estradas ou vivem favelados em zonas urbanas. De 5 milhões no século 16, hoje são 325 mil.
Não menos dura foi a sorte dos negros trazidos escravos para as plantações de cana-de-açúcar, para a mineração e os trabalhos domésticos. O negro perdeu o país, a tradição, a família, a língua e a religião. Felizmente, muitos deles conseguiram preservar suas tradições humanas e religiosas.
Quando a mão-de-obra escrava encontrou a oposição internacional, encontrou-se um meio mais econômico para as grandes fazendas de café: o imigrante europeu. Se o escravo negro precisava ser comprado, vestido, alimentado e ter moradia e amparo na velhice, o europeu era diarista: trabalhava por uma diária, o que era mais barato. Assim, após a Lei Áurea de 1888, muitos negros acabaram indo para as periferias urbanas.
Houve também negros que retornaram à África, uns 10 mil, onde constituíram bairros brasileiros e mantiveram o catolicismo. Os cerca de 5 milhões os negros trazidos da África aumentaram tanto ao ponto de hoje negros e mulatos constituírem 40% da população brasileira.
OS POBRES QUE VÊM DA EUROPA
Vieram primeiramente os portugueses: uns para enriquecer e outros para sobreviver ou cumprir pena. Permanecia para o governo português o problema da mão-de-obra e da ocu.
No início do século 19, evidenciou-se um problema racista: a supremacia das raças. Atribuiu-se a miséria e a violência à "raça" brasileira. O negro, mulato, índio, teriam características genéticas atrasadas, era necessário então embranquecer o Brasil. A importação de brancos, especialmente de alemães, era o melhor caminho para o progresso. Nem os chineses serviam. Depois de muita discussão e imigração, em 20 de junho de 1890 se aprova a lei de imigração, aceitando todos, "menos os indígenas da Ásia e da África". Ainda em 1945, Getúlio aprova um decreto reforçando a necessidade da vinda de mais europeus. Um país de pobres selecionando pobres.
Entre 1871 e 1920, o Brasil recebeu 3,3 milhões de imigrantes, provenientes da Alemanha, Itália, Portugal, Ucrânia e Polônia. Na década de 30, houve imigração maciça de japoneses. Também vieram coreanos, chineses, libaneses e turcos. Normalmente os imigrantes faziam parte dos empobrecidos de suas pátrias, pela falta de terras e de empregos. Alemanha e Itália devem seu crescimento a seus filhos que foram embora.
Os imigrantes foram levados para trabalharem como braçais nas fazendas de café em São Paulo, Rio, Minas e Espírito Santo. Outros passaram a trabalhar nas indústrias. Os que vieram para os estados do sul se dedicaram à agricultura, à indústria e fundaram muitas das cidades desses estados.
MIGRAÇÕES INTERNAS
Em nível interno, o nordestino é o migrante brasileiro por excelência. Vítima das secas ou da exploração latifundiária, foi para a Amazônia explorar a borracha. Neste século foi o responsável pelo desenvolvimento da indústria e construção civil em São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Brasília. Assim que pode, ele retorna ao seu nordeste: lá está sua raiz, seu chão natal. Lá é que sua vida tem sentido!
A partir da década de 30, promoveu-se a Marcha para o Oeste, com a ocupação do MT e GO. Em seguida, dos estados de RO, AC, RR, etc. Gaúchos, catarinenses, paranaenses, paulistas e outros fundaram e fundam novas comunidades, dedicando-se à agropecuária.
A grande migração do final do milênio é o êxodo rural, com o inchaço das cidades e o empobrecimento de tantas famílias que na roça tinham do que viver. Em três décadas, a população brasileira mudou de 80% no meio rural para 80% no meio urbano.
Causa disso: a sedução da cidade, melhores condições para a educação dos filhos, a falta de terra e a perda da propriedade pela hipoteca bancária... Não há uma política convincente para se fixar o homem na roça.
A IGREJA E OS MIGRANTES
Foi e é notável o esforço da Igreja - católica e protestante - em acompanhar seus filhos. Sacerdotes, religiosos e religiosas também se fazem migrantes com seu povo.
No século 18, foram os padres açorianos e, no século 19 e 20, portugueses, italianos, alemães e poloneses que atenderam religiosamente seus compatriotas. O mesmo se deve dizer dos pastores protestantes alemães e dos padres da Igreja Católica Ortodoxa.
A imigração colocou a Igreja brasileira diante de uma nova realidade religiosa, devida à presença de populações não católicas.
Inicialmente, católicos e protestantes gostavam de se atacar, mas depois chegou-se a uma vivência fraterna. Se a doutrina pode causar discórdia, a busca pela vida une.
Pe. José A. Besen

Abaixo, fotos da Missa do Migrante na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, com cânticos típicos e o Frei Miro trajado à caráter para celebrar a missa.